segunda-feira, 20 de julho de 2015

20 de julho: 60 anos sobre a morte de Calouste Gulbenkian

Calouste Sarkis Gulbenkian nasceu na Turquia (Üsküdar, da província de Istambul) a 23 de março de 1869 e faleceu em Lisboa a 20 de julho de 1955.




Filho de uma família de abastados comerciantes, Gulbenkian foi um dos pioneiros do desenvolvimento petrolífero no Médio Oriente. Estudou em Londres e aos 18 anos licenciou-se em engenharia. Elaborou vários trabalhos sobre as potencialidades da exploração do petróleo no Médio Oriente, sendo o primeiro a impulsionar esta indústria no Golfo Pérsico, e serviu de ligação entre as indústrias petrolíferas americanas e russas.


Depois da Primeira Grande Guerra mundial, fixa residência em França. Em 1928, participa no acordo de divisão da velha Turkish Petroleum Company, o que lhe valeria a alcunha de "o senhor cinco por cento". Esse acordo consistia na atribuição, a cada uma das companhias - BP, Shell Group, Companhia Francesa de Petróleos e Standard Oil/Mobil Oil - de 23,75% do respetivo capital, cabendo a Calouste Gulbenkian os 5%.
Aliando o dinheiro ao amor pela arte, Gulbenkian foi reunindo uma vasta coleção de obras, valendo-se do seu estatuto diplomático para movimentar livremente as peças que adquirira. Do seu largo e rico espólio, destacamos obras de Carpaccio, Rubens, Van Dyck, Rembrandt, Gainsborough, Romney, Lawrence, Fragonard, Corot, Renoir, Boucher, Manet, Degas, Monet e muitos outros.

Rembrandt - "Retrato do velho" (1645)

Manet - "As bolas de sabão" (1867)

Monet - "Retrato de Mme Claude Monet" (1874)

Degas - "Retrato de Henry Michel-Lévy" (1878)

Além da pintura, reuniu um importante espólio de escultura do antigo Egiptocerâmicas orientais, manuscritos, encadernações e livros antigos, artigos de vidro da Síriamobiliário francês, tapeçarias, têxteis, peças de joalharia de René Laliquemoedas gregas, medalhas italianas do Renascimento, etc. 

René Lalique - centro de mesa (França 1905)

Quando de sua morte, em 1955, a sua coleção de obras de arte estava avaliada em mais de 15 milhões de dólares.
No início da Segunda Guerra Mundial está em Paris. Quando Paris é invadida pelas tropas do III Reich, muda-se para Vichy acompanhando assim o general Pétain. A Inglaterra passa a ver esta atitude de Gulbenkian como a de um tátil inimigo. Gulbenkian não gostou de ser visto desta forma e intenta judicialmente contra o governo inglês, ganhando a causa.
Em abril de 1942, entra pela primeira vez em Portugal para vir passar duas semanas e conhecer o país. Vem por intermédio do embaixador português Caeiro da Mata. Em vez de duas semanas acaba por ficar 13 anos, fixando residência no Hotel Aviz, o melhor da capital. Aqui ficou 10 anos sem sair de Portugal, ausentando-se apenas para ir a Paris.
Era amante de gatos. Não tinha carro nem motorista. Andava sempre de taxi "com o senhor Esteves", um motorista de Sintra.
Com o decorrer do tempo, Gulbenkian conhece Azeredo Perdigão, um notável jurista, que redige o seu testamento. Lega parte do seu testamento a uma Fundação que teria o seu nome e acolhesse a sua coleção de arte.


Quando Gulbenkian morre, é Azeredo Perdigão que assume a presidência do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian, sita em Lisboa. Esta Fundação tem fins caritativos, artísticos, educativos e científicos.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Os anjos dos nossos avós, num livro doce: A AVÓ ADORMECIDA


Destinado aos primeiros leitores, de preferência aos de 4 anos, este livro da Kalandraka é uma sincera homenagem aos avós, figuras fundamentais na infância de qualquer ser humano.

"Abraça-me a todo o momento e eu desaparecia em seu amor"

Esta obra evoca temas como o vínculo entre avós e netos, a doença e o desaparecimento (morte) dos entes queridos.

"A minha avó dorme. 
A minha avó dorme o dia todo. 
A minha avó dorme o dia todo, por um mês"


"A minha mãe diz que ela é como a Bela Adormecida, à espera de um príncipe encantado para lhe dar um beijo e acordá-la".

"Antes de adormecer, a minha avó andava a fazer coisas um pouco estranhas. Uma vez, quando eu regressava das compras com a minha mãe, encontrámo-la na sala, toda aperaltada, com o chapéu de flores, a dançar uma valsa"

"Uma vez o meu pai surpreendeu-a no jardim enquanto ela rasgava as flores e, quando ele lhe perguntou porque o fazia, respondeu que precisava delas para fazer sopa"

"Outra vez ainda, ela chamou-me às escondidas e perguntou-me se queria ir com ela até à lua"

...

Escrito pelo escritor e educador italiano Roberto Parmeggiani e com ilustrações do português João Vaz de Carvalho, este livro é um reviver de memórias de ambos quiseram partilhar e dedicar às suas avós.

"Quando penso na minha infância, ocorrem-me três coisas: o cheiro do pão, o mar no verão e massas com molho de tomate. Todas as três têm a ver com a minha avó. Sempre ao meio-dia, quando chegava da escola, almoçava na casa da minha avó com os meus primos. Os meus pais trabalhavam, e ela preparava, numa panela grande, massas com molho de tomate que todos comiam. Enquanto eu subia as escadas, sentia o perfume da comida que, também agora, representa para mim o perfume do lar, do acolhimento, do cuidado. Este livro fala dela e fala de mim, de quem eu era, de quem eu sou e de quem eu quero ser"
Roberto Parmeggiani

"A casa do meu avô era enorme e, no quintal, cheio de cerejeiras, fartei-me de brincar com os meus irmãos. Lembro-me dos pêssegos e das paisagens que a minha mãe ainda hoje pinta. Lembro-me da paixão do meu pai pela música, e da paixão do meu avô, que tinha a forma de uma banda. Já tarde, percebi que todas essas e outras emoções me marcariam por muito tempo. Percebi que, com trabalho, os desenhos dos lápis e as cores das tintas, conseguem propagar essas aventuras saborosas, sejam elas passadas ou de agora"
João Vaz de Carvalho

terça-feira, 14 de julho de 2015

14 de julho de 2015: nunca vimos PLUTÃO tão próximo.

Foram necessários 9 anos de espera e mais de 5 mil milhões de km, para a New Horizons passar bem perto de Plutão. Esta sonda foi lançada da Terra, a bordo do foguete Atlas, a 19 de janeiro de 2006 e chegou a deslocar-se à velocidade de 21 km/s. 
Hoje, dia 14 de julho, a New Horizons, passou o mais perto de Plutão, às 11:49 TMG (12:49 em Lisboa).


A sonda New Horizons a caminho de Plutão.

Descoberto em 1930 pelo astrónomo americano Clyde W. Tombaugh, Plutão deixou de ser considerado um planeta, em 2006, pela União Astronómica Internacional (UAI), para passar a ser considerado um planeta anão.

Documento referindo a sua descoberta em 1930 

A bordo da New Horizons seguem algumas cinzas de Clyde W. Tombaugh para celebrar a sua descoberta há 85 anos.
Esta "pedra gelada" com 2.370 Km de diâmetro (maior do que se previa - quase 80 Km a mais), parece mostrar que é muito jovem comparado com o resto do Sistema Solar.  Tudo indica ainda que há nele montanhas com 3350 metros de altitude e que provavelmente são feitas com rochas que tem gelo e água na sua composição. Estas parecem ter sido formadas há menos de 100 milhões de anos, isto tudo de acordo com a NASA.
Com uma massa 500 vezes menor que a Terra, a sua superfície tem uma temperatura de 230 graus negativos, fazendo com que 2/3 dela seja composta por rochas geladas e onde exista metano e nitrogénio.
A imagem de uma mancha esbranquiçada, semelhante a um coração, também chamado "coração de Plutão", identificado na foto oficial, passará a ser chamada de Regio Tombaugh, em homenagem a Clyde.


O "coração de Plutão" (foto tirada a 12,430 000 km de distância) e 1% da superfície total de Plutão para observação minuciosa (em alta resolução)

Há realmente 5 luas e a maior é Caronte, constituída por um cinto de vales e montanhas ao longo de 960 km acima da superfície terrestre. Há gargantas profundas, depressões, falésias e áreas escuras que ainda são um mistério.

 Imagem de Caronte, tirada a 13 de julho a uma distância de 466 000 Km.

As outras quatro luas de menor dimensão são: Hydra, Nix, Styx e Cerberos. Quanto a Hydra, tudo indica que tenha 33 Km de diâmetro e que seja igualmente coberto por gelo. 
E, para finalizar, deixar aqui a informação de que: 
- Plutão completa a volta em torno do sol a cada 247, 7 anos terrestres
- um dia em Plutão dura 6, 375 dias da Terra, ou seja, 153 horas.

14 de julho de 1789, a tomada da Bastilha é o início da Revolução Francesa.


A tomada da Bastilha foi, antes de mais, o evento decisivo para o início da Revolução Francesa e consequente fim do Regime Absolutista. Por outro lado, marca a passagem da Idade Moderna para a Idade Contemporânea.
Quando os Estados Gerais, convocados na Primavera de 1789, são transformados em Assembleia Nacional Constituinte, e reina uma grande agitação em Paris, a causa directa dessa primeira insurreição do povo de Paris será o reenvio de Necker, ministro popular que defendia abertamente as reformas, para Luís XVI. A gravidade da crise económica tinha colocado todo o país numa situação caótica. Os privilégios dados à nobreza e ao alto clero dilapidaram as finanças do país.
Na manhã de 14 de julho, o povo de Paris (soldados desmobilizados, guardas e povo) pega em armas nos Invalides (antigo hospital onde havia um razoável arsenal) e dirige-se à velha fortaleza real da Bastilha (construída em 1370, durante a Guerra dos Cem Anos por Carlos V da França), enfrenta um tiroteio sangrento, libertando os prisioneiros que aí se encontravam. 
O tiroteio demorou aproximadamente quatro horas. Launay, o governador da Bastilha, foi decapitado. O número de mortos foi incerto. A massa insurgente incendeia e destrói a Bastilha, localizada no bairro de Santo António, um dos mais populares de Paris.

"A tomada da Bastilha" por Jean-Pierre Houël (1735-1813)
(Ao centro pode ver-se a prisão de Launay)

Segue-se a capitulação do rei: ele volta a chamar Necker e reconhece as novas autoridades parisienses: o Presidente da Câmara de Bailly, e o Comandante da Guarda Nacional, La Fayette.
Em 1792 a monarquia será abolida e Luís XVI e a sua mulher Maria Antonieta serão levados à guilhotina por traição em 1793.


"Prisão do governador da Bastilha" por Jean-Baptiste Lallemand

A 14 de julho de 1790, procede-se à demolição da fortaleza da Bastilha e celebra-se a Festa da Federação, que consagra o sucesso efémero da monarquia constitucional.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

ANTÓNIO NEVES, um pintor de Ilhavo

Nascido em Ílhavo em 1963, foi na Fábrica de Porcelanas da Vista Alegre que, ainda muito novo, aprendeu os segredos do desenho e pintura sobre porcelana.



Em 1987, inicia uma carreira profissional nas artes plásticas, elegendo a aguarela como a sua técnica preferida.

Aguarela - "Vista Alegre, amanhecer"

Assume-se como aguarelista paisagístico. É considerado como um dos mais representativos aguarelistas nacionais contemporâneos.

Aguarela - "Canal Central em Aveiro"

Aguarela - "Vagueira - praia"

Aguarela - "Ílhavo - canal da Malhada"

Aguarela - "Salinas"

Aguarela - "Moliceiro na ria"

António Neves também pinta também acrílicos e óleos e ainda técnica mista.

Técnica Mista - "A Arte - Xávega"

Finalmente, lembrar ainda que é escultor e a ele se deve o monumento "Faina Maior", sito na Gafanha da Nazaré. Trata-se de um monumento com traços figurativos, estilizados, que retrata toda uma história de terra e mar, inspirada no Farol da Barra, nas figuras dos pescadores, no bacalhau e nas velas dos antigos lugres bacalhoeiros.

Grupo escultório - "A Faina Maior"

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Mais um livro: PRESOS de Oliver Jeffers (Ed. Orfeu Negro)

Resolver um problema atirando-lhe com coisas para cima não será, à partida, o melhor remédio. Em “Presos”, história escrita e ilustrada por Oliver Jeffers, tudo começa quando o papagaio de papel de Óscar, vermelho como um coração palpitante, fica preso numa árvore.


Depois de tentar trazê-lo para baixo através de muitos puxões e abanões, Óscar decide atirar o seu sapato preferido para soltá-lo. Quando isto não resulta, e depois de atirar também o outro sapato – que também fica preso -, as coisas descontrolam-se totalmente e, em três tempos, a árvore enche-se de coisas tão improváveis quanto um orangotango, um leiteiro, um barco gigante ou uma baleia.



Através da história de um papagaio preso numa árvore, Jeffers remete-nos – e aos mais pequenos – para a sempre difícil resolução de problemas, seja por transformamos a solução num novo problema ou não usarmos a melhor abordagem (e por vezes a solução está mesmo debaixo do nariz).
Ao mesmo tempo, mostra como muitas vezes, para nos ajudar a resolver um problema, pedimos ajuda a meio mundo e, quando a solução surge, depressa esquecemos todos aqueles que nos ajudaram a solucioná-lo e seguimos em frente como se nada se tivesse passado.
Com uma dose extra de imaginação e ilustrações que preservam muito do desenho em construção – sobretudo pelo uso do lápis de cera -, “Presos” tem tudo para arrancar aos mais pequenos umas boas gargalhadas e, aos mais velhos, inúmeros sorrisos. Encontrar nestas páginas o prazer da leitura não será de todo um problema.

Passam-se hoje 185 anos sob o nascimento de CAMILLE PISSARRO

Auto-retrato, 1873

Jacob Abraham Camille Pissarro (Charlotte Amalie, na ilha de São Tomás nas Índias Ocidentais Dinamarquesas, hoje Ilhas Virgens Americanas, 10 de Julho de 1830 — Paris, 13 de Novembro de 1903) foi um pintor francês, co-fundador do impressionismo, e o único que participou nas oito exposições do grupo (1874-1886).

Auto-retrato, 1898

O seu pai, Abraham Frederic Gabriel Pissarro, era português criptojudeu de Bragança, que, no final do século XVIII, quando ainda pequeno, emigrara com a sua família para Bordéus, onde na altura existia uma comunidade significativa de judeus portugueses refugiados da Inquisição. A mãe dele era crioula e tinha o nome de Rachel Manzano-Pomie. 

Auto-retrato, 1903

Duas mulheres conversando junto ao mar - St. Thomas, 1856

Com 11 anos Camille Pissarro foi enviado para Paris para estudar num colégio interno. Voltou para a ilha São Tomás, afim de tomar conta do negócio da família. 
Algum tempo depois, a sua paixão pela pintura fê-lo mudar de vida: fez, em 1852, amizade com o pintor dinamarquês, Fritz Melbye e a oportunidade de concretizar o seu sonho, surgiu com um convite para acompanhar uma expedição do Fritz Melbye, enviado pelo governo das Antilhas Dinamarquesas, para estudar a fauna e a flora da Venezuela, onde passou dois anos.

Camille Pissarro e a sua mulher Julie Vellay em Pontoise, 1877.

Pissarro conquistou a sua liberdade aos 23 anos. Em 1855, ele já estava em Paris com ajuda de Melbye, tentando iniciar a sua carreira. O jovem antilhano fascinou-se com as telas de Camille Corot e travou amizade com Paul Cézanne, Claude Monet, Charles-François Daubigny, entre outros pintores impressionistas. Com Monet passou a sair para pintar ao ar livre, em Pontoise e Louvenciennes.
Em 1861 casou com Julie Vellay, com quem teve oito filhos.

O pomar, 1872

No decorrer da guerra franco-prussiana (1870-1871), na qual praticamente todos os seus quadros foram destruídos, residiu em Inglaterra. Quando voltou, começou a pintar na companhia de Cézanne. 

O jardim de Pontoise, 1875

Com o objectivo de descobrir novas formas de expressão, Pissarro foi um dos primeiros impressionistas a recorrer à técnica da divisão das cores através da utilização de manchas de cor isoladas – o seu quadro "The Garden of Les Mathurins at Pontoise" (1876) é um exemplo.

The Garden of Les Mathurins at Pontoise, 1876

Les toits rouges, coin du village, effet d´hiver, 1877

Em 1877 pintou "Les toits rouges, coin du village, effet d'hiver". Em 1880 juntou-se a uma nova geração de impressionistas, os "neo-impressionistas", como Georges Seurat e Paul Signac, pintando em 1881 "Jeune fille à la baguette, paysanne assise" e experimentou com o pontilhismo

Jeune fille à la baguette, paysanne assise, 1881

A partir de 1885, militou nas correntes anarquistas, criticando severamente a sociedade burguesa francesa, deixando-nos "Turpitudes Sociales" (1889), um álbum de desenhos. 

Capital das "Turpitudes Sociales"

Nos anos 1890 abandonou gradualmente o "neo-impressionismo", preferindo um estilo mais flexível que melhor lhe permitisse captar as sensações da natureza, ao mesmo tempo que explorou a alteração dos efeitos da luz, tentando também exprimir o dinamismo da cidade moderna, de que são exemplos os vários quadros que pintou com vistas de Paris ("Le Boulevard Montmartre, temps de pluie, après-midi", 1897), Dieppe, Le Havre e Rouen.

Le Boulevard Montmartre, temps de pluie, après-midi, 1897

A obra de Pissarro caracterizou-se por uma paleta de cores cálidas e pela firmeza com que consegue captar a atmosfera, por meio de um trabalho preciso da luz. O seu material predileto foi o óleo, mas também fez experiências com aguarelas e pastel. A estrutura dos quadros de Pissarro encontra total correspondência na obra de Cézanne, já que foi mútua a influência entre ambos. 
Como professor teve como alunos Paul Gauguin e o seu filho Lucien Pissarro. Ao jovem Gauguin aconselhou a utilização das cores - esses conselhos surtiram efeito e Gauguin começa a utilizar a cor no seu estado puro. 

Les châtaigniers à Osny, 1873

Durante os seus últimos anos, realizou várias viagens pela Europa, em busca de novos temas. Hoje é considerado um dos paisagistas mais importantes do século XIX. Os seus trabalhos mais conhecidos são "Le Verger", "Les châtaigniers à Osny" e "Place du Théâtre Français".
Camille Pissarro morreu a 13 de Novembro de 1903 em Paris. Encontra-se sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, em Paris.

Place du Théatre Français, 1898

NIKOLA TESLA, inventor do motor elétrico

Nikola Tesla, nasceu à meia noite do dia 10 de julho de 1856, na atual Croácia (que era então, parte do Império Austro-Húngaro) e faleceu a 7 de janeiro em Nova Iorque.



De etnia sérvia, foi uma pessoa muito avançada para o seu tempo.
Desde pequeno foi incompreendido na escola, sendo acusado de responder sem pensar aos problemas matemáticos mais complexos. 
Aos 25 anos já trabalhava num novo sistema de energia eléctrica, que revolucionaria o mundo, a corrente alterna. Vai aos Estados Unidos procurar patrocinador e é aí que encontra Thomas Edison com quem trabalha pouco tempo. Num ano, e já a trabalhar sozinho, concedem-lhe 30 patentes, entre elas um circuito em que se baseia o rádio. 


Se não fosse a contribuição de Tesla, não teria havido a revolução tecnológica, a revolução que libertou o homem da escravidão. A sua grande descoberta foi o motor de indução de corrente alterna, ou seja, o motor eléctrico, que nos permite hoje em dia pôr a funcionar milhões de aparelhos que tornaram a vida muito mais fácil. Há, inclusivamente, uma medida, que é a unidade de indução magnética que tem o nome de Tesla.

Nikola Tesla a tirar apontamentos durante uma das suas experiências com electricidade


Também é verdade que foi, por alguns, acusado de ser um cientista maldito. Nos últimos anos da sua vida, Tesla esteve a desenvolver uma série de tecnologias que hoje, oficialmente não foram descobertas, tecnologias que permitiriam por exemplo, transmitir quantidades inimagináveis de energia a qualquer lugar do planeta, à distância, sem fios, sem nada. E a isso também se acrescente que por trás das suas investigações estava o desenvolvimento de armas totalmente revolucionárias ou uma tecnologia que podia ser usada como arma.
Acrescente-se também que foi, como atrás foi referido, o inventor do rádio e que se atribui a ele a criação de um sistema de telecomunicação muito parecido ao que hoje é a internet.
Podemos dizer que foi o pai da internet? Pai da internet como a conhecemos hoje, não. Mas foi um visionário. Teve a visão de um conceito que revolucionou, a partir desse momento, a técnica.
Relativamente a Edison houve algum conflito porque Tesla conseguia criar um sistema de lâmpadas eléctricas que era capaz de, com menos consumo de energia que do sistema de Edison, aumentar 20 vezes a capacidade de luz.
Falava oito idiomas e tinha 300 patentes até ao final da sua vida.

 Tesla construiu esta torre para transferir electricidade sem fios para electrificar toda a terra

Na noite da sua morte, agentes da CIA entram no seu quarto e descobrem a sua caixa forte. Dentro dela encontram-se os planos da sua última invenção: um aparelho que se parecia a um lazer. Usando uma mínima quantidade de energia eléctrica, seria capaz de destruir uma população inteira situada a milhares e milhares de quilómetros de distância.